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Plula contraceptiva masculina pode chegar em pblico em 2021


Cientistas afirmam ter descoberto composto que torna homem temporariamente infértil.

Cientistas do Reino Unido afirmam ter descoberto um composto que faz com que os homens se tornem temporariamente inférteis, “desligando” a habilidade dos espermatozóides nadarem. Os pesquisadores da Universidade de Wolverhampton sintetizaram em laboratório um composto invasor que consegue penetrar na célula reprodutiva masculina e desativar a proteína que faz a cauda dos espermatozóides se mover — logo, se eles não conseguem nadar, não conseguem chegar ao óvulo, impedindo a fertilização. A pesquisa foi revelada, neste domingo, pelo jornal britânico “Daily Mail”.

A projeção é que o composto seja disponibilizado em pílulas ou spray nasal. O homem poderia usar o recurso alguns minutos antes da relação sexual. Os pesquisadores acreditam que seus efeitos acabariam dentro de dias, o que significa que o usuário logo se tornaria fértil de novo. Portanto, a ação seria diferente dos contraceptivos nas mulheres, às quais recomenda-se a interrupção do tratamento por alguns meses antes de uma gravidez desejada. Mas o professor John Howl, cientista da Universidade de Wolverhampton que lidera o estudo, ressalta que ainda é cedo para definir as formas de aplicação da substância.

— Os resultados são surpreendentes — e quase imediatos. Quando você aplica o composto em um espermatozóide saudável, dentro de alguns minutos, o espermatozóide basicamente não consegue se mexer. Esta é uma abordagem totalmente única, ninguém nunca fez isso antes — contou Howl ao “Daily Mail”.

O composto que penetra a célula se chama peptídeo, pequenas cadeias de aminoácidos que podem alterar o funcionamento de células humanas. Ele existe naturalmente, mas os bioquímicos podem fazer versões sintéticas em laboratório. O que os cientistas de Wolverhampton primeiro fizeram foi demonstrar que esta substância pode ser “contrabandeada” na célula, como um cavalo de Troia nos computadores.

Depois, a equipe inglesa se juntou a especialistas em fertilização in vitro da Universidade de Aveiro, em Portugal, que identificaram uma proteína crucial para impedir a formação da cauda dos espermatozóides.

As equipes fizeram testes em espermas bovinos e humanos, e logo vão publicar seus resultados. Segundo o professor Howl, os testes em animais devem começar em dois ou três anos, e normalmente são necessários três ou cinco anos para colocar uma droga no mercado depois dos experimentos em seres vivos. Logo, a nova pílula masculina poderia estar disponível já em 2021.


Fonte: O Globo Rio de Janeiro