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Quem deve motivar sua equipe?


Não foram poucas as vezes que recebi ligações de gerentes, amigos ou setores de Recursos Humanos solicitando que eu "motivasse" seus colaboradores. Antes de fechar o contrato com a empresa para a palestra, procuro deixar bem claro um detalhe: não será eu que motivarei seus colaboradores. Diga-se de passagem, nem eu, nem os gerentes, nem mesmo o melhor palestrante do mundo conseguirá essa proeza. Isso porque são eles mesmos é quem devem se motivar. Deixo bem claro que o que faremos; eu através das palestras, workshops e colóquios, e os líderes por meio da continuação do trabalho iniciado; será dar as ferramentas necessárias para que os calaboradores cheguem a uma atitude motivada. A decisão de usar ou não as ferramentas recebidas, será unicamente do receptor. Eu posso realizar uma palestra extremamente produtiva, entretanto, se o conteúdo dessa palestra não for absorvido pelo ouvinte, e se ele não meditar em o quanto aquela matéria mudará seu modo de agir profissionalmente, obviamente não existirá a motivação.

Eis o motivo de, antes que se realize qualquer trabalho motivacional ou de treinamento com a equipe, tentar conhecê-la o mais profundamente possível. Talvez até mesmo em algum momento a equipe de colaboradores começou algum trabalho motivacional, mas por algum motivo os resultados não foram duradouros. Por isso é necessário, antes de um novo trabalho, responder a perguntas tais como: Exatamente qual é o perfil dos colaboradores? O que eles esperam da empresa? Porque estão trabalhando? Em que momento ocorreu a desmotivação, quer como grupo, quer individualmente?

Essas perguntas parecem óbvias e fáceis de responder, porém a prática mostra que não é assim. A maioria dos líderes seuqer reservam um tempo para analisarem o perfil motivacional de seus colaboradores. Muitos nem mesmo sabem o que significa a palavra "motivação", ou pior, dão pouca ou nenhuma importância a ela. Apenas quando ouvem os relatórios da produtividade gritarem por socorro é que se dão conta de que não estão lidando com máquinas, mas com seres humanos, que detêm sentimentos, problemas, perspectivas e sonhos.

Sou extremamente aficionado por livros e palestras motivacionais e de treinamento. Praticamente em todos os livros que já li sobre treinamentos corporativos, existe um capítulo dedicado à motivação. Mas afinal, o que é motivação?

Essa não é uma palavra de assepção polissêmica, consequentemente, não é tão difícil designá-la. O próprio nome descreve sua significância. Se alguém perdeu a motivação, quer dizer que ela perdeu o "motivo" de agir, ou o motivo da ação.

Na realidade, existem três efeitos da motivação, e eles atuam de modo positivo ou negativo no colaborador. São eles:



  • MOTIVAÇÃO INCONSCIENTE

  • MOTIVAÇÃO CONSCIENTE

  • DESMOTIVAÇÃO INCONSCIENTE


Sem dúvida já ouviu inúmeras palestras e leu diversos livros sobre Motivação Empresarial. Esses três efeitos sempre são mencionados, normalmente de forma inconsciente e não delineada pelo autor ou escritor. Falaremos a paritir do próximo artigo sobre cada um deles.



Tomar consciência, delinear e observar atentamente qual desses três efeitos tem mais atuação sobre o colaborador facilitará ao líder trabalhar melhor o aspecto motivacional. O líder perspicaz utilizará de mecanismos que buscará no subconsciente do colaborador o gatilho motivacional. Uma vez conseguido isso, a motivação tornar-se-á como uma pequena brasa no início de uma fogueira. CaberÁ ao líder alimentar tal motivaçã de tempos em tempos através de reuniões, dinâmicas de grupo, palestras ou mesmo através de conversas informais "ao pé do ouvido" com o colaborador em horários convenientes.

Várias vezes observei líderes aumentarem a comissã ou salário de seus liderados, e reclamarem que mesmo assim não vêem resultados favoráveis no que tange ao aspecto motivacional. Chegam a conclusão errônea que o colaborador é imprestável, e que não dá valor ao que ganha. Esse exatamente é o grande problema de não se conscientizar dos três efeitos da motivaçã. Não raro o líder atua em um campo, quando na realidade o colaborador necessita que se atue em outro. O próximo artigo tratará desse assunto. Um grande abraço a todos.


Fonte: Lucídio Rodrigues Ferreira é Palestrante, Escritor, Consultor de Atendimento e Gestão Empresarial. Diretor da Vision Consultoria e Treinamentos, Practitioner em PNL Empresarial pelo Instituto IVE de São José dos Campos,SP, Instrutor de Mnemônica, Advogado - pós graduando em Direito Médico, Especializando em Responsabilidade Civil do Médico e Formado em Mediação e Arbitragem como Solução de Conflitos pela CAMINAS. Por quatro anos como Consultor Independente dedica-se à pesquisa de vanguarda em temas ligados à Estratégias Competitivas, Excelência em Atendimento, e Fidelização de Clientes , especialmente em Drogarias e Farmácias. Atualmente treina o atendimento da Rede de Farmácias Mineiras GRUPOFARMA.